terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Achei útil para mim...Talvez seja útil também para você...


COMO CONTROLAR A SUA RAIVA:

A raiva é uma sensação composta de 3 componentes que interagem um com o outro (pensamento avaliativo, mudanças físicas e comportamento de raiva) que ocorre frente a um acontecimento desencadeador. Estes 3 componentes são capazes de influenciar um ao outro aumentando a intensidade da sensação. Pensamento avaliativo quer dizer o modo como interpretamos uma situação e acontecimento desencadeador se refere a algum evento externo, ou seja uma provocação. Comportamento de raiva quer dizer o que a pessoa faz quando está na situação que lhe dá raiva.

No exemplo a seguir pode se verificar a interação dos 3 componentes da raiva.

Exemplo: se o marido deixa de fazer o que a mulher espera (a provocação) , ela pode ter um pensamento avaliativo do tipo “ele nunca faz o que quero, droga, ele não presta mesmo!” Neste momento, o corpo reage e mudanças físicas ocorrem, o coração bate muito rápido, os músculos ficam tensos, a respiração fica ofegante e uma sensação de sufoco ocorre”. Ao notar essas reaçoes físicas a esposa pode ter outro pensamento avaliativo “Puxa, ele me dá uma raiva!” O cérebro imediatamente percebe essas reaçoes, aumenta a raiva e deslancha o comportamento de raiva, que pode ser brigar, gritar, ir embora, ficar calada etc. Este comportamento de raiva, por outro lado, tem o poder de aumentar mais ainda a raiva que a pessoa já sentia.

Outro exemplo, se alguém nos faz uma injustiça(a provocação), podemos avaliar o que ocorreu pensando “que desaforo, não posso deixar isto acontecer”. Neste momento, nosso corpo vai reagir com aceleração das batidas do coração, com tensão muscular, a respiração fica ofegante e sensação de sufoco que faz aumentar a raiva. ÀS VEZES, A RAIVA VAI CRESCENDO CADA VEZ MAIS DENTRO DA PESSOA POR HORAS. NESTES CASOS FICA DIFICIL CONTER A RAVIA QUE JÁ CRESCEU MUITO. A seguir, é provável que façamos algo para demonstrar que estamos com raiva, as vezes até maior do que a situação merecia.

Resumindo, o processo da raiva ocorre do seguinte modo:

algo acontece na vida da pessoa:
1. ela interpreta o que ocorreu como uma afronta, ameaça ou injustiça pessoal (pensamento avaliativo)

2. o funcionamento do seu corpo sofre mudanças: o coração bate rápido, os músculos ficam tensos e há a sensação de sufoco;

3. o comportamento agressivo ocorre (ou raiva para dentro ou para fora)

Tenho o direito de ter raiva?
Todo mundo tem o direito de sentir. Raiva é um sentimento, portanto temos o direito de sentir raiva. Não é errado sentir raiva, o que pode ser errado é o modo como a expressamos, o que fazermos com ela. Não é necessário ter culpa por se sentir com raiva, mas reconheça que ela só é valida se estiver ajudando a pessoa a resolver o problema. Sempre pergunte a si mesmo se sua raiva está dentro do razoável e se você está sabendo fazer uso dela. Raiva dá energia e vigor e portanto pode ser útil para nos proteger de injustiças e abusos, porem ela deve ser mantida sob controle e usada de modo construtivo. A raiva passa a ser um problema quando ela é freqüente demais, intensa demais, quando dura muito , quando leva a agressão e violência e quando interfere nas relações interpessoais.

Por que se preocupar com a raiva?
Existem pessoas que sentem raiva com muita facilidade, que estão sempre sob o domínio deste sentimento. Suas ações, muitas vezes, fogem do seu controle. As conseqüências são graves para a sua saúde e se manifestam em termos de hipertensão, úlceras, depressão, obesidade, perda de emprego, abuso físico ou psicológico de familiares e amigos. A conseqüência inevitável disto é uma auto estima prejudicada, relações interpessoais tumultuadas e um alto nível de stress emocional. Quando a interpretação que se dá a algo que ocorreu em nossa vida ultrapassa a ameaça, a injustiça ou a afronta, então, a raiva fica desproporcional e intensa.

A fim de evitar estas conseqüências e garantir à pessoa propensa à raiva uma vida de melhor qualidade e com um menor nível de stress, necessário se torna aprender estratégias que a ajudem sentir menos raiva e usar a raiva, que não possa ser eliminada, como força de energia positiva.

Estratégias para lidar com a raiva
1. Reconheça que está com raiva;
2. Aprenda a reconhecer os eventos desencadeadores da raiva em você;
3. Aprenda a reconhecer os 3 componentes da raiva: avaliação, reações físicas e comportamento de raiva;
4. Entenda que algo só se torna um “evento desencadeador” (uma provocação) pela interpretação que você dá a ele;
5. Entenda que as reações físicas da raiva tem o poder de aumentá-la;
6. Compreenda que o comportamento de raiva é o último a ocorrer e que portanto dá tempo de controlar seu comportamento de raiva;
7. Sempre tente quebrar o processo de reação da raiva na sua fase inicial , isto é, verifique se o seu modo de avaliar a situação desencadeadora da raiva (aquilo que você acha uma provocação) pode ser mudado. Para tal mude o seu diálogo interno, o modo como fala consigo mesmo;
8. Quando perceber que a raiva está caminhando para as reações físicas , que seu coração já começou a bater muito rápido, que seu corpo e mente estão ficando tensos , que está desenvolvendo uma sensação de sufoco, tente relaxar para ver se elimina essas reações.

Experimente dizer para si mesmo:
“Cal... ma, cal ...ma”,
“preciso tomar cuidado para não deixar a raiva correr todo o seu processo”,
“vai ver que minha visão do que ocorreu pode ser aliviada”,
“vou deixar para reagir amanhã, quando tiver avaliado a situação sem raiva”.
“Sempre posso reagir amanha se quiser”.
“Não vou correr o risco de ficar doente por causa da minha raiva”.
“Estou aborrecido, mas isto não é fim do mundo”.
”Quem mantém a calma mantém o controle”.
“Posso assumir o controle das minhas emoções”.
9. Ao mesmo tempo que vai dialogando consigo mesmo, respire profundamente pelo nariz e expire devagarzinho pela boca;
10. Tente encontrar modos construtivos de uso da raiva, por exemplo, faça ginástica, caminhe, dance, cante, ria, seja positivo, converse sobre ela.
11. Quando já estiver em controle da sua raiva, tente resolver a situação que o fez ficar tão aborrecido.


Marilda Novaes Lipp
www.estresse.com.br

A maioria das vezes, o melhor caminho que achamos para ter o que queremos  não funciona e a raiva explode. Desse jeito, raramente obtemos o que queremos.

Um bom número de pessoas envergonha-se de sentir raiva, e a todo custo tenta esconder este sentimento, sem nem ao menos tentar entendê-lo, saber de onde vem, para poder escolher se quer ficar com ele ou não. Outro tanto já parece ter medo da própria raiva, como se acessá-la fosse causar danos irreparáveis a quem esteja por perto ou seja vítima da manifestação desse sentimento.

De fato, não trabalhar a própria raiva (ou qualquer outra emoção) pode levar o corpo a produzir doenças até fatais.
Doenças ligadas ao fígado são causadas pela raiva acumulada, e rancor que não se transforma em perdão acaba virando câncer. Raiva não expressada causa amigdalite, afonia, inflamações; aqueles que se ensurdecem pela raiva não raro acabam desenvolvendo otites, dores de ouvido; e aqueles que nunca se livram de velhos ranços acabam, segundo Paracelsus, produzindo hérnias e até mesmo desenvolvendo corcundas.

Quando um desejo é frustrado, ele se transforma em raiva. E junto de um desejo existe outro desejo, e desse modo continuamos alimentando a raiva nesta cadeia infindável de desejos.


A raiva surge de nossos desejos insatisfeitos, de nossas mágoas, frustrações, decepções e gera infelicidade
O ódio e a raiva são considerados as maiores emoções negativas ou aflitivas por serem os maiores obstáculos da bondade, da compaixão e do altruísmo e também por destruírem nossas virtudes e nossa tranqüilidade mental. Com a raiva perdemos os méritos de nossos bons pensamentos e de nossas boas ações.

Seis tipos de pessoas são tristes:

- Aquelas que têm inveja dos outros
- Aquelas que odeiam os outros
- Aquelas que estão descontentes
- Aquelas que vivem da fortuna dos outros
- Aquelas que são desconfiadas
- Aquelas que têm raiva".

Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras condições que causam a tristeza.

E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente.

Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insônia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida.

Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflete em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo.

A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável.

É muito importante saber que ninguém provoca raiva em você, ela é criada por você. Já existe em você acumulada desde a infância... De repente, isto é acionado por alguma palavra ou por alguma ação de alguém e você experimenta uma raiva, às vezes inapropriada, sem motivo.

Se não temos controle sobre nossa mente que vagueia a todo instante, perdemos o controle e, a raiva brota muito forte de nosso interior, nos destruindo e magoando.


Geralmente esta raiva começa quando somos crianças. Quando não conseguíamos o que desejávamos, ficávamos zangados e nossos pais faziam o que queríamos. Assim aprendemos que podíamos ficar zangados porque isto funcionava para alcançar nossos desejos.



Muitas vezes, as pessoas falam o que não querem, são dominadas pela raiva e explodem causando inimizades, mágoas e conflitos. E depois dizem: "Perdi a cabeça! Não tenho controle sobre minha mente ou emoções! Mas o que posso fazer? Eu sou assim mesmo. Não vou mudar!"

Porém, elas precisam entender que estão prisioneiras de camadas densas e sólidas de raiva e de desejos insatisfeitos. Se não despertarem para a necessidade urgente de começar a fazer algo a respeito, elas vão viver em total infelicidade, no meio de suas próprias negatividades. Isto é viver em um verdadeiro inferno interior.

Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.
Contemple, sem julgamento e culpa, os fatores que deram origem à manifestação da raiva, aprendendo a se conhecer melhor.

É importante reconhecer os erros para corrigi-los e agir melhor no futuro. Peça desculpas, treinando a humildade, que é a virtude das pessoas fortes e corajosas.


Compreenda que ninguém é perfeito. Cada um de nós fez algo de errado. É da condição humana. O importante é aprender com nossos erros sem a atitude de censura ou crítica excessiva por nós mesmos, pois esta autopunição é fonte de sofrimento para nós. E quando vamos entendendo isto, nos tornamos mais tolerantes com as falhas das outras pessoas e sentimos menos raiva.

Liberte-se do sentimento de culpa, porque se você se culpa você alimenta ainda mais a sua raiva e se torna prisioneiro deste ciclo vicioso. A culpa gera mais baixa-estima e você cai na armadilha do ego e, como conseqüência passa a ser mais limitado, amargurado, infeliz. Este é o estado de escravidão do ego que nos faz sentir pequenos, inferiores.


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Alfa Eri
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RAIVA é uma emoção que surge em razão de altas expectativas que lançamos sobre as coisas. Por criarmos concepções otimistas sobre fatos que sempre estão se repetindo, nos causando surpresas que são desagradáveis.Devemos ser menos otimistas sobre as coisas, pois assim, psicologicamente estaremos preparados se algo, que nos chateie, for acontecer.Ou seja...a raiva é um sentimento de pessoas muito otimistas...




É melhor ser pessimista e evitar a Raiva ou ser otimista e a tê-la?Comentem...

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