sexta-feira, 18 de março de 2011

Sobrancelhas são a moldura natural dos olhos,aumentam e dão vida à expressão do rosto...

As sobrancelhas são os pilares centrais da estrutura do rosto, dão força e definem a nossa expressão de olhar. As sobrancelhas bem arranjadas realçam a nossa beleza natural. Para manter as sobrancelhas bonitas elas devem estar sempre limpas, nem demasiado curtas , nem demasiado finas. As sobrancelhas mais bonitas são aquelas que parecem o mais naturais possíveis.

Sobrancelha Normal
Traçar um modelo adequado para cada tipo de rosto é o que faz a design de sobrancelhas.O trabalho, embora siga as medidas e o modelo ideal exato para cada tipo de rosto, respeita a vontade da cliente.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, uma vez retirados, os pêlos voltam a crescer.

A moldagem da sobrancelha não é um trabalho tão simples como se imagina e deve ser feito de maneira adequada e segura. Uma sobrancelha bem feita deve ser retirada de 15 em 15 dias, e não é necessário mais que isso.

Sobrancelha de Hena
A Sobrancelha de Hena é uma técnica que permite além de cobrir pêlos brancos, preencher falhas e destacar o olhar e com isso o rosto, harmonizando-o.

A hena própria para sobrancelha, pode ser encontrada nas cores: castanho claro, médio, escuro e preto. Sendo que sua duração leva de uma semana à 20 dias no pêlo, e dependendo no tipo de pele e cuidados posteriores, na pele ela dura até uma semana. Todo o processo de modelagem com Henna dura por volta de 40 minutos.

Como o resultado é passageiro, a Hena pode servir como uma alternativa, um teste, para pessoas que querem fazer a maquiagem definitiva. Para um efeito mais duradoro é necessário alguns cuidados, como: Não lavar excessivamente, não passar cremes, tônicos, produtos a base de álcool na região, evitar cloro de piscina e água salgada do mar, pois isso reduz o tempo de duração e pigmentação do produto.

Por se tratar de um produto natural, livre de metais pesados, oxigenada e amoníaco, o risco de algum tipo de alergia é menor, porém não é impossível, por isso é indicado fazer um teste de "toque" antes de fazer.


Olhos Grandes

necessitam de sobrancelhas fortes

Olhos Amendoados

nunca sobrancelhas redondas

Nariz proeminente

Nunca usar sobrancelhas retas. Depilando mais entre as sobrancelhas, o efeito óptico diminui o nariz

Olhos Próximos

retirar o excesso do meio das sobrancelhas para os olhos parecerem mais afastados

Olhos muito afastados

não depilar em demasia o meio das sobrancelhas, para que os olhos não pareçam ainda mais afastados

Rosto Redondo

Sobrancelha angulosa com cauda curta

Rosto Retangular (Longo)

Sobrancelha reta

Rosto Quadrado

Sobrancelha angulosa com insistência no chapéu

Rosto Triangular

Sobrancelha Redonda

Rosto Coração (octogonal)

Sobrancelha angulosa ou curvada

Rosto Oval

Sobrancelha ligeiramente angulosa


Sua sombrancelha esta cheia de falhas? Está com o contorno imperfeito? Estão mais finas? Acaba de chegar ao mercado a micropigmentação das sombrancelhas. A micropigmentação é uma maquiagem definitiva que corrige as imperfeições fio-a-fio, dando um ar harmônico as linhas da sombrancelha que é a moldura do rosto.
O procedimento leva em torno de 2h30 para ser feita, e a dica é não usar tinta preta, para que com o tempo você não corra o risco delas ficarem esverdeadas ou azuladas, assim você terá uma sombrancelha com efeito natural.

Sobrancelhas Perfeitas
Resumo
Vc não sabe como deixar suas sombrancelhas perfeitas? É Bem Simples!
Você precisa de
Um lápis 2B ou 6B de boa qualidade.
Passos
Para realizar a pintura das sombrancelhas com este tipo de lápis, vc não necessita ter muita prática.
Basta deslizar o lápis sobre os pelos, camuflando assim as imperfeições e modelando-a.
Importante
Este lápis que normalmente usamos para escrever ou desenhar, é ótimo também para pintar as sombrancelhas, pois proporciona um efeito muito mais natural que os lápis próprios para maquiagem e não borra se você errar enquanto estiver pintando.
Suas sombrancelhas ficarão perfeitas e com um aspecto super natural!





















 Sombrancelha com Micropigmentação.




O que vocês acharam?Comentem...

INGRATIDÃO – uma doença da alma...







No aspecto humano nem sempre aquele que recebe,  agradece aquilo que lhe foi dado.


O ato de dar passa a ser uma obrigação do pai, do amigo, do próximo e obrigação tem de ser atendida, não precisa ser agradecida.

Se formos nos apegar aos atos de ingratidão, jamais faríamos mais o bem.

Aprendi que nos caminhos da vida devemos procurar, sempre que possível,  sempre fazer o bem a todos que cruzarem nossos caminhos e dar o melhor em favor do próximo, sem, entretanto, esperar nenhuma recompensa, nenhum reconhecimento, nenhum agradecimento e quem sabe até bordoadas.

A dor da ingratidão decorrente dos atos infelizes dos parceiros de jornada, de caminhada,  que retribuem com indiferença o bem recebido, jamais pode nos abater mesmo que o amargo da decepção tente nos desanimar.

Quem cobra gratidão é mero vendedor de benefícios. Não sei onde li essa frase.

Segundo a Doutrina Espírita aquele que procura na terra a recompensa do bem que aqui faz, não a receberá no mundo espiritual.

Deus permite que alguns de nós sejam pagos com a ingratidão para que possam alcançar a perseverança no caminho de fazer o bem.

Assim seja.

Então, devemos ser gratos a quem nos beneficia, mas nunca exigir gratidão de quem beneficíamos.

“Se o ingrato percebesse o fel da amargura que lhe invadirá, mais tarde o coração, não perpetuaria o delito da indiferença” (Emmanuel).. 

A ingratidão constitui doença da alma que poucos de nós podemos considerar-nos imune aos seus efeitos. Temos de aprender, mesmo sendo difícil, a compreender as limitações, as doenças do próximo, e mesmo tendo beneficiado a outrem, jamais cobrar lealdade, consideração, amizade, compreensão, fidelidade, mesmo em se tratando, até mesmo, de pais e filhos.

Quem se doa em benefício de um filho, de um amigo, de um necessitado, jamais deve pensar em retribuição, por mais que isso doa na alma. Servir, doar-se, dar sem pensar em retribuição e deixar que, em caso de decepção, que o ingrato, mais cedo ou mais tarde se defronte com a própria consciência.

Em Lucas 17.11-19, temos um exemplo de como as pessoas reagem após receber os benefícios de Deus. Dez leprosos foram curados por Jesus e apenas um voltou para agradecê-lo.

Jesus exclama com surpresa: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? (Lc 17.17-18). Deus não precisa da nossa gratidão para continuar sendo o que é. Ele não nos abençoa dependendo da nossa retribuição, contudo, como Pai, observa a nossa conduta.

Jesus focalizou três aspectos, na avaliação dos dez leprosos curados: a quantidade de ingratos é maior do que o numero dos agradecidos; o objetivo da cura foi promover a glória de Deus; e o samaritano que era o menos favorecido foi quem expressou maior gratidão.

Uma coisa é certa: quem não agradece por pequenos favores, impossibilita o recebimento de novos e maiores favores de Deus e até mesmo do próximo.

Ainda há tempo para que muitos se curem da doença da ingratidão.

 fonte: nossoserido.blogspot.com


O mais dificil não é a ingratidão de pessoas desconhecidas, e sim daquelas que você sempre estende as mãos,divide tudo que tem, e as vezes dá até a roupa do corpo.
Os mais próximos são sempre os mais ingratos.
Sem dúvida.
Essa ingratidão fere de morte.
E pensava também, se não tenho algumas vezes, ingratidão para mim própria.
Será que esta última existe?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Medo de Perder...







Medo de Perder



Antonio Roberto Soares

Um dos maiores obstáculos para uma vida harmônica, plena, mais expressiva e significativa é o medo de perder, sobretudo medo de perder alguém, o medo de perder quem dizemos amar: cônjuge, filhos ,amigos, patrão, empregado, cliente... Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento vital.

O medo de perder é o medo de tornarmos dispensáveis para a pessoa com a qual estamos nos relacionando, ele se reverte de mil e uma formas, aparece sobre mil disfarces, como o medo de sermos criticados, que falem mal de nós, medo de que nos humilhem, de sermos rejeitados, de não sermos importantes, de sermos menosprezados, de não sermos amados, medo da solidão, e tudo isso pode ser designado por uma palavra : C I Ú M E S !

O ciúme é o medo de não ter alguém, de não possuir alguém, de não ser dono de alguém. Na relação ciumenta colocamos: nós e o outro como objetos, nesta relação pessoas e objetos são a mesma coisa. No ciúme temos medo de um dia sermos considerados inúteis, dispensáveis a outra pessoa, esta é a emoção do apelo, confusa, misturada, dependente e o que agrava é que na nossa cultura aprendemos como o ciúmes sendo amor, e ele é justamente o oposto do amor pois na relação amorosa existe identidade, eu sou independentemente de você, na relação ciumenta, por outro lado, perde-se a identidade: eu sem você não valho nada, você é tudo para mim.

O amor é solto, é livre, vem de querência intima, está diretamente ligada ao sentimento de liberdade, de opção, de escolha. O ciúme prende, amarra, condiciona, determina, com essa emoção eu já não sou eu, sou o que o outro quer que eu seja.E eu sou assim para que ele seja aquilo que eu quero que ele seja.

No ciúme há um pacto de destruição mútua, cada qual, usa o outro como garantia de que não estará sozinho. Eu me abandono para que o outro não me abandone, eu me desprezo para que o outro não me despreze, eu me desrespeito para que o outro não me desrespeite, eu acabo me destruindo para que o outro não me destrua.

O ciúme é o medo de ser dispensável a alguém, e o mais grave talvez esteja aqui, nós passamos a vida inteira com medo de tornarmos algo que nós já somos: TOTALMENTE DISPENSÁVEIS!

O homem por definição é dispensável, transitório, efêmero, aquilo que passa, e isso é bastante real. Em todas as relações que temos somos hoje, somos substituíveis! O mundo sempre existiu antes de nós, está existindo conosco e continuará existindo sem nós. Somos necessários aqui e agora, mas seremos dispensáveis além e depois.

O medo de ser dispensáveis a alguém é o mesmo medo que temos da morte, que é real, pois o medo da morte é o ciúme da vida, é a vontade irreal de sermos eternos e imutáveis. O medo de perder nos dá a entender que as coisas só valem se forem eternas, se forem permanentes e duráveis.Uma relação só tem valor se tivermos garantia de que a vida sempre será assim como é. E, como tudo é transitório, como tudo é passível de transformação, o medo de perder nos leva a um estado contínuo de sofrimento.

As conseqüências do ciúme são muito claras. Se eu tenho medo de que me abandonem, de que não me amem, de me tornar dispensável, ao invés de fazer cada vez mais para que cada vez mais eu seja melhor, acabo gastando toda a minha energia para provar ao outro que eu já sou o mais, que eu já sou o melhor, que eu já sou o primeiro!

Ao invés de empenhar esforços para ser um cônjuge, um filho, um amigo, um pai ou uma mãe cada vez melhor, eu gasto toda a minha energia tentando provar a eles: que eu sou o melhor cônjuge do mundo, o que é uma mentira; o melhor filho do mundo, o que é uma mentira; o melhor pai ou mãe do mundo, o que é uma mentira; o melhor amigo do mundo, o que é uma mentira; e assim por diante...

O ciúme no conduz ao delírio da onipotência, os nossos atos, nossas iniciativas, a nossa conversa, o nosso comportamento, as nossas considerações, tudo isso é para mostrar ao outro que já somos bons, capazes e perfeitos. Aqui está a diferença básica e fundamental entre o medo de perder e a vontade de ganhar.

O medo de perder é assim... Ganhamos, ninguém vai nos tomar o que já possuímos, para conservarmos o que já ganhamos... E com isso nós já chegamos ao ponto máximo, só temos que perder.

À vontade de ganhar por outro lado, é assim... Estaremos sempre ativos, descobrindo oportunidades do ganho, procuraremos ganhar cada vez mais em vez de nos preocupar com possíveis perdas.

O que temos de mais sagrado é a nossa própria vida esta nós já vamos perder, todas as outras perdas são secundárias.

O medo de perder é reativo, defensivo, justificativo! As pessoas ciumentas estão sempre se prevenindo para não perder, sempre se preparando, sempre se conservando.

As pessoas, com vontade de ganhar estão sempre optando, arriscando, o medo de perder é a vivência do futuro, é a vivência antecipada do futuro, é preocupação. À vontade de ganhar, por outro lado, é a vivência do presente, é a vivencia da beleza do presente.

Em tudo, a cada momento existem riscos e existem oportunidades. No medo da perda a pessoa só vê os risco, na vontade de ganhar a pessoa também vê os risco, mas, sobretudo, vê as oportunidades. Cada momento da vida é um desafio para o crescimento. A vontade de ganhar, a qual nos referimos, não significa ganhar de outra pessoa, e sim ganharmos de nós mesmos, ser cada vez mais, estar disposto a dar um passo a frente, estar sempre disposto a crescer um pouco mais.

É importante termos para nós, que hoje podemos crescer um pouco mais do que éramos ontem, que ninguém chegou ao seu limite máximo, que idade adulta não significa que chegamos ao máximo de nossas potencialidades, não existe pessoa madura, existe sim, pessoas em amadurecimento.
Todo nosso crescimento se dá por uma paralisação de nosso crescimento pessoal, e cada um de nós sabe muito bem onde paralisou, onde nossa energia está bloqueada, onde não está tendo expansão de nossa própria energia.

Ainda, não vimos até hoje, um relacionamento se deteriorar sem a presença marcante do ciúme, do desejo de sermos donos da outra pessoa, de ter poder e controle sobre as ações e até dos pensamentos da pessoa que dizemos amar!

O ciúme é a doença do amor, é um profundo desamor a si mesmo e conseqüentemente um desamor ao outro, pelo ciúme se estabelece uma relação entre dominador x dominado. O ciúme é a dor da incerteza com relação ao sentimento de alguém no futuro. É a raiva de não possuir a segurança absoluta do relacionamento no futuro, é a tristeza de não saber o que vai acontecer amanhã. Alías, o que dói no ciúme, é a insegurança do futuro, é a insegurança do desconhecido. A loucura está aí, passamos a vida inteira tentando conseguir o que jamais conseguiremos: segurança... Pois ela não existe! Ser seguro não acabar com a insegurança, mas aceita-la como inerente à natureza humana. Ninguém pode acabar com o risco do amor, por isso só é possível estar em estado de amor quando sabemos estar em um estado de risco!

Desperdiçamos o único momento que temos, que é o A G O R A,
em função de um momento inexistente: o F U T U RO ! Parece que as pessoas só valem para nós amanhã, no futuro. Nós não curtimos o relacionamento hoje com nosso cônjuge, com os filhos, com os amigos sofrendo pela possibilidade de um dia não sermos queridos por eles. O filho, por exemplo, parece que só nos é importante amanhã, quando crescer, quando se formar, quando casar, trabalhar, etc... Até hoje, não conhecemos um pai que estivesse preocupado com o futuro do filho que estivesse brincando com eles. Em geral, não tem tempo porque estão muito ocupados em assegurar aos filhos um futuro brilhante!

O ciúme é a incapacidade de vivermos a gratuidade da vida. Hoje é o primeiro dia do resto de nossa vida, querendo ou não! Hoje estamos começando, e viver é considerar cada segundo de novo, a cada dia o seu próprio cuidado, o medo daquilo que nos pode acontecer, tira-nos  a alegria de estar aqui e agora. O medo da morte tira a vontade de viver, o medo de perder alguém tira a beleza de estar com ela agora, alias quando se tem medo de perder alguém é porque pensamos que as pessoas são nossas, ninguém pode perder o que não tem.

Cada pessoa é única e exclusivamente dela mesma, podemos perder um livro, um isqueiro, uma bolsa, porém jamais podemos perder uma pessoa.
O sinônimo do medo de perder é a obsessão pelo primeiro lugar, colocamos nos ombros a tarefa impossível de sermos sempre os primeiros em todos os lugares e em todas as circunstâncias. Se for em casa, queremos ser o primeiro, se for no trabalho, também o primeiro, num assunto específico queremos ser o primeiro, em outro assunto qualquer sempre o primeiro. O 1o lugar é amarelante, deteriorante, ao passo que o 2o lugar é esperançoso, é enverdejante, pois quando alguém chega ao cume da montanha só lhe resta um caminho a seguir: COMEÇAR A DESCER!!

No 2o lugar, ainda temos para onde ir, para onde crescer, a postura do 2o lugar nos leva ao crescimento contínuo, porque você se decreta em 2o lugar mesmo que esteja eventualmente o 1o lugar perante a sociedade.
O 2o lugar não em relação ao outro, mas em relação a nós próprios, ou seja, ainda teremos por onde crescer e melhorar. Você sabe por que o mar é tão grande? É porque ele teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo, sabendo receber tornou-se grande, se quisesse ser o 1o e se colocasse alguns centímetros de todos os rios da terra, não seria o mar, mas uma ilha, toda a sua água iria para os outros, e ele estaria isolado...

Além disso, a perda faz parte, a queda faz parte, a morte faz parte, é impossível viver satisfatoriamente se não aceitamos a queda, a perda, a morte, o erro, precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Não é possível saber ganhar sem saber perder, não é possível saber andar sem saber cair, não é possível viver sem saber morrer!

Em outras palavras, se temos medo de cair, andar será muito doloroso; se temos medo de morrer, a vida será muito ruim; se temos medo de perder, o ganho nos enche de preocupação!!!

Esta é a figura do fracasso dentro do sucesso, pois quanto mais ganha, quanto mais melhora na vida, mais sofre. Para a pessoa que tem medo de ficar pobre, quanto mais dinheiro obtém mais preocupado fica. Para a pessoa que tem medo do fracasso, quanto mais sobe na escala social, mais desgraçada é a sua vida.

Agora, se você aprende a perder, a cair, a errar e a morrer, ninguém o controla mais, pois o máximo que pode acontecer a você é cair, é perder, é errar, é morrer e isso você já sabe!! 

(Texto retirado da fita Rosa Cruz - Desenvolvimento Comportamental)

leia mais sobre o autor:

Alegria é mentira...Tristeza também...

ALEGRIA É MENTIRA, TRISTEZA TAMBÉM

Rangel Alves da Costa*


Já disse um amigo meu que feições de alegria ou tristeza nas pessoas são iguais a produtos cultivados com agrotóxicos: a aparência nunca diz o que está por dentro. Tudo é bonito por fora. E tenho que dar razão a esse amigo, mesmo que ache que ele aparenta ser meio maluco. E dou mais razão ainda porque outro dia ele arranjou essa pérola: O sorriso é a tristeza reciclada e a tristeza é o sorriso que foi para o lixo.
Observando bem - calmamente para que a razão não se apaixone e torne meras ilações em teses difíceis de serem sustentadas -, nunca houve o que as pessoas chamam de alegria e muito menos o que dizem ser tristeza. Ora, o primeiro indício de que isso pode ser verdade está na própria bíblia: "Mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz" (Rm 7,14-25). Ou ainda: "e apliquei o meu espírito ao discernimento da sabedoria, da loucura e da tolice. Mas cheguei à conclusão de que isso é também vento que passa. Porque no acúmulo de sabedoria, acumula-se tristeza, e que aumenta a ciência, aumenta a dor" (Ecl 1,18-19).
Se tudo passa, tudo é frágil, fútil, inconsistente, não há, pois, que se falar em verdadeira alegria ou verdadeira tristeza. Muitos rostos sorridentes que se espalham por aí não passam de feições teatrais, de caracterizações em personagens que, tal qual o palhaço que esconde a dor para mostrar alegria, vivem fingindo aquilo que realmente não sentem, não se exprime na verdade, vez que o semblante nada mais é do que uma cortina que esconde por trás as angústias, as dores, os medos, as frustrações. Assim, quando cada momento do show vai terminando, aos poucos começam a aparecer em cena os lados verdadeiros da feição. E a lágrima que sempre acompanha tudo isso nunca é expressão de intensa alegria, mas de tristeza mesmo.
E a tristeza que busca fazer com que os outros se apiedem, confortem e ofereçam um braço amigo e outras partes do corpo, é talvez muito mais dissimulada do que todos os outros sentimentos que possam existir numa pessoa. Se os olhos não confirmarem com o seu meio próprio para tal, que é quando parecem que estão mais profundos e distantes, pode ter certeza que a tristeza demonstrada não passa de falsidade.
Ora, as crianças usam do artifício da tristeza e do beicinho sempre que desejam ser atendidas nos seus desejos mais descabidos; a mulher fica pelos cantos com aquela cara de quem não está pra muita conversa, mas só até o instante que o marido pergunte por que está tão triste e prometa comprar aquela joia caríssima; os namorados fazem o mesmo, os falsos mendigos também; o padre pedófilo tem cara de triste, e o assassino confesso também. Acreditar em quem, então?
Somente uma coisa no ser humano poderia comprovar a todo instante se a pessoa está realmente alegre ou triste, que é o coração. No coração de cada um está o reflexo dos sentimentos, desejos, verdades e mentiras. A expressão do semblante não é nada, a carinha feia ou bonitinha não é nada, o tom de voz e o jeito de falar com o outro não são nada. Tudo é nada porque tudo isso é fruto de um comando da mente humana, de um impulso consciente e manejado para fazer assim ou assado. Por isso mesmo é que todo o aspecto comportamental que está sendo demonstrado pode estar indo de encontro ao coração.
No ser humano, somente o coração é verdadeiro, somente ele tem o poder de expressar a verdade contida em cada um, mesmo que o restante do corpo queira negar seu verdadeiro sentimento.




Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
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